Coeficiente de atrito (COF) estável em superfícies diferentes: por que o aperto muda?

Mesmos fixadores.

Mesmo torque configurado.

Mas hoje a união é aço-aço, amanhã aço-alumínio e, no lote seguinte, entra em cena uma superfície e-coat (pintura por eletrodeposição).

No papel, o componente não muda.

Na linha de produção, por outro lado, o comportamento do aperto pode mudar bastante.

O motivo é simples: o coeficiente de atrito não depende apenas do parafuso ou do tratamento anticorrosivo.

Ele depende também da superfície com a qual o componente entra em contato.

Aço, alumínio e e-coat têm características superficiais diferentes.

Coeficiente de atrito

E essas diferenças podem alterar:

  • a distribuição do torque
  • a força de aperto obtida
  • a repetibilidade da união
  • o comportamento durante aparafusamentos rápidos ou repetidos

Por isso, em projetos multimateriais, não basta indicar um valor de torque.

É preciso verificar se o COF permanece estável nas diferentes contrapartes previstas pelo projeto.

É aqui que entra a escolha do sistema de revestimento.

Os topcoats PLUS®, combinados com os sistemas GEOMET®, são desenvolvidos com atenção especial à estabilidade do coeficiente de atrito em superfícies diferentes, incluindo aplicações em aço, alumínio e e-coat.

A referência técnica continua sendo a norma ISO 16047, que permite avaliar o comportamento entre torque e força de aperto em condições definidas.

Mas o ponto central, para quem projeta ou industrializa uma união, é ainda mais prático: um COF correto em uma única superfície não é suficiente se o componente for utilizado em materiais diferentes.

  • Para o departamento técnico, significa definir melhor a especificação.
  • Para a industrialização, significa reduzir dispersões e retrabalhos.
  • Para o departamento de compras, significa selecionar um tratamento anticorrosivo coerente não apenas com a resistência à corrosão, mas também com o comportamento real da união.

Porque o coeficiente de atrito não deve ser considerado um dado isolado.

Ele precisa ser verificado no sistema completo: fixador + tratamento + topcoat + superfície de acoplamento.

Qual é a combinação mais crítica na sua aplicação?

Aço-aço, aço-alumínio ou aço-e-coat?

Fale com nossa equipe técnica para encontrar a orientação exata para o seu desafio!

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